Segredos do "casamento perfeito"
É este o título de uma notícia da Lusa. E porque serei uma eterna românitca, apaixonada inveterada, não resisti a ir lê-la. E que delícia...
João e Mariana Primoroso são casados há «58 anos e meio», como contam com orgulho.
O casal garante que uma união só perdura com compreensão, muita amizade e «um grande amor» - daquelas coisas que «já não se usam».
Tal como a maioria dos 32 casais de idosos homenageados pela Câmara de Oeiras com um passeio de barco pelo Tejo, para celebrar os seus 50 ou mais anos de casamento, João e Mariana lamentam que os pares mais jovens tenham perdido a «paciência» necessária. Ela diz ainda: «Gostava mais do meu tempo: era uma vergonha se não casássemos virgens, até nos vestíamos em alturas diferentes, tudo era uma novidade. Era mais bonito. Agora a mocidade não assume responsabilidades e vira logo as costas quando há problemas».
E o João acrescenta: «Às vezes brigamos, mas depois passa rápido». O mesmo homem que durante o primeiro ano de namoro («já lá vão 61 anos») celebrava todos os meses o dia em que o compromisso começara, oferecendo queijadas à mulher.
Mais de meio século depois, as ideias para se surpreenderem já não são tantas, mas nem mesmo assim o romantismo acabou e comemoram sempre o Dia dos Namorados e o aniversário de casamento.
Deliciosos são também Olinda e Júlio Teigão, que apesar dos 59 anos de vida juntos, ainda dizem: «Adoramos estar juntos»!
O casal Teigão também acredita que a mística da paixão não desaparece com facilidade. «No início de vida, sem muito dinheiro, foi difícil, porque o amor em si nunca é difícil. Não posso dizer que o romantismo é o mesmo, mas saímos, divertimo-nos muito e adoramos estar juntos», diz Olinda.
De mão dada com a mulher, Júlio concorda e assegura que, apesar de umas «zanguinhas normais», nunca se separaram e suportaram juntos todas as adversidades. Júlio afirma ainda: «Hoje as relações já não são como antigamente, tudo começa e acaba tão depressa, sem respeito nenhum».
O número actual de divórcios, sobretudo se comparado com a época destes casais, acaba por ser um facto chocante para quem acredita que um verdadeiro amor não acaba.
Repetindo a receita para um casamento feliz de outros convidados da Câmara de Oeiras , Adalzinda Simões insiste: «respeito, respeito, respeito, muita compreensão e calma nas fases más».
Mulher de Augusto Simões há 64 anos, depois de uma «atracção» imediata e de um namoro «sério» de dois anos, acredita que ter casado assim que se tornou maior de idade foi a melhor ideia que teve na vida. E garante mais: «Foi sempre tudo muito bom, os sentimentos mantiveram-se naturalmente. Há quem se separe até ao fim de meses e aí, desculpem lá, mas não houve amor de verdade».
Ora tomem!
Acho estes depoimentos deliciosos. Fazem-me acreditar que ainda é possível um amor para toda a vida. Uma relação de amor profundo, amizade e respeito que dure o resto de duas vidas, lado a lado. Quero acreditar que sim. Pode não acontecer e não é grave. Mas é possível. E isso, faz toda a diferença...
João e Mariana Primoroso são casados há «58 anos e meio», como contam com orgulho.
O casal garante que uma união só perdura com compreensão, muita amizade e «um grande amor» - daquelas coisas que «já não se usam».
Tal como a maioria dos 32 casais de idosos homenageados pela Câmara de Oeiras com um passeio de barco pelo Tejo, para celebrar os seus 50 ou mais anos de casamento, João e Mariana lamentam que os pares mais jovens tenham perdido a «paciência» necessária. Ela diz ainda: «Gostava mais do meu tempo: era uma vergonha se não casássemos virgens, até nos vestíamos em alturas diferentes, tudo era uma novidade. Era mais bonito. Agora a mocidade não assume responsabilidades e vira logo as costas quando há problemas».
E o João acrescenta: «Às vezes brigamos, mas depois passa rápido». O mesmo homem que durante o primeiro ano de namoro («já lá vão 61 anos») celebrava todos os meses o dia em que o compromisso começara, oferecendo queijadas à mulher.
Mais de meio século depois, as ideias para se surpreenderem já não são tantas, mas nem mesmo assim o romantismo acabou e comemoram sempre o Dia dos Namorados e o aniversário de casamento.
Deliciosos são também Olinda e Júlio Teigão, que apesar dos 59 anos de vida juntos, ainda dizem: «Adoramos estar juntos»!
O casal Teigão também acredita que a mística da paixão não desaparece com facilidade. «No início de vida, sem muito dinheiro, foi difícil, porque o amor em si nunca é difícil. Não posso dizer que o romantismo é o mesmo, mas saímos, divertimo-nos muito e adoramos estar juntos», diz Olinda.
De mão dada com a mulher, Júlio concorda e assegura que, apesar de umas «zanguinhas normais», nunca se separaram e suportaram juntos todas as adversidades. Júlio afirma ainda: «Hoje as relações já não são como antigamente, tudo começa e acaba tão depressa, sem respeito nenhum».
O número actual de divórcios, sobretudo se comparado com a época destes casais, acaba por ser um facto chocante para quem acredita que um verdadeiro amor não acaba.
Repetindo a receita para um casamento feliz de outros convidados da Câmara de Oeiras , Adalzinda Simões insiste: «respeito, respeito, respeito, muita compreensão e calma nas fases más».
Mulher de Augusto Simões há 64 anos, depois de uma «atracção» imediata e de um namoro «sério» de dois anos, acredita que ter casado assim que se tornou maior de idade foi a melhor ideia que teve na vida. E garante mais: «Foi sempre tudo muito bom, os sentimentos mantiveram-se naturalmente. Há quem se separe até ao fim de meses e aí, desculpem lá, mas não houve amor de verdade».
Ora tomem!
Acho estes depoimentos deliciosos. Fazem-me acreditar que ainda é possível um amor para toda a vida. Uma relação de amor profundo, amizade e respeito que dure o resto de duas vidas, lado a lado. Quero acreditar que sim. Pode não acontecer e não é grave. Mas é possível. E isso, faz toda a diferença...

2 Comments:
" Oeiras vale a pena" Sempre disse.
Mais vale uma queijada na mão que duas no Soutien" não é assim?
Os produtos derivados do Leche sempre foram um segredo ancestral para o sucesso diante da pessoa amada. Viva Oeiras, viva as bodas de Ouro? Não sei nada mesmo, grande miséria, pois acho que é prata. Ouro é 75? Não isso já será platina.
Eh pá tá frio. Fui-me........
Saudações
A razão que mais me convenceu na vida foi dada num telejornal já antigo, por um homem de noventa e tal anos que era casado com a mesma mulher há sessenta e tal anos: "O segredo para um casamento feliz e duradouro é dizer sempre "Sim, querida!""
Simple.
Cheers!
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