Golf
Nem toda a gente pode jogar golf.
Não está ao alcance de todos, é certo.
Costuma ser um desporto de elite. É caro. Ir para um campo de golf pode ficar muito pouco em conta. É um facto.
Mas quer-me parecer que não serve de desculpa para dar umas tacadas em pleno bairro residencial!
Ora, esta manhã, tive medo. Ah se tive!
Estava eu na minha caminhada e correria habituais, quando de repente, vejo o impensável.
No jardim perto de minha casa, com um relvado considerável, onde é aceitável as crianças brincarem e os cães correrem, estavam dois senhores reformados... a jogar golf!
Eu vejo mal ao longe e por momentos pensei serem bengalas, mas conforme me ia aproximando apercebi-me do pior!
Estava um deles, apoiado no taco de golf, à espera que o companheiro batesse na bola, tal e qual um verdadeiro desafio de cavalheiros em pleno Campo da Aroeira.
Foi aí que acelerei a passada, não para queimar calorias... mas com medo de levar com uma bolada na testa!
Uma hora depois, regressava eu da minha maratona no paredão, e lá continuavam os dois velhos, animados... dentro do género.
Nitidamente precisavam de internamento num lar...
E eu não tive coragem para lhes desfazer a imaginação e revelar-lhes que estavam num jardim público no meio de prédios, carros e pessoas.
Ora bem, se não há dinheiro para jogar golf num campo próprio, não joguem!
Joguem "pétinque", xadrez, cartas... whatever!
Querem mais actividade?? Vão andar para o paredão ou para a praia, como tantos outros reformados, idosos e desempregados! Ou mesmo pobres...
Eu, por exemplo, não tenho dinheiro para ir para o ginásio. Não tem problema, faço exercício em casa e na rua. Mas arrisco-me a pensar que correr na rua não mata ninguém!
Nem que eu fosse um verdadeiro cachalote...
Não está ao alcance de todos, é certo.
Costuma ser um desporto de elite. É caro. Ir para um campo de golf pode ficar muito pouco em conta. É um facto.
Mas quer-me parecer que não serve de desculpa para dar umas tacadas em pleno bairro residencial!
Ora, esta manhã, tive medo. Ah se tive!
Estava eu na minha caminhada e correria habituais, quando de repente, vejo o impensável.
No jardim perto de minha casa, com um relvado considerável, onde é aceitável as crianças brincarem e os cães correrem, estavam dois senhores reformados... a jogar golf!
Eu vejo mal ao longe e por momentos pensei serem bengalas, mas conforme me ia aproximando apercebi-me do pior!
Estava um deles, apoiado no taco de golf, à espera que o companheiro batesse na bola, tal e qual um verdadeiro desafio de cavalheiros em pleno Campo da Aroeira.
Foi aí que acelerei a passada, não para queimar calorias... mas com medo de levar com uma bolada na testa!
Uma hora depois, regressava eu da minha maratona no paredão, e lá continuavam os dois velhos, animados... dentro do género.
Nitidamente precisavam de internamento num lar...
E eu não tive coragem para lhes desfazer a imaginação e revelar-lhes que estavam num jardim público no meio de prédios, carros e pessoas.
Ora bem, se não há dinheiro para jogar golf num campo próprio, não joguem!
Joguem "pétinque", xadrez, cartas... whatever!
Querem mais actividade?? Vão andar para o paredão ou para a praia, como tantos outros reformados, idosos e desempregados! Ou mesmo pobres...
Eu, por exemplo, não tenho dinheiro para ir para o ginásio. Não tem problema, faço exercício em casa e na rua. Mas arrisco-me a pensar que correr na rua não mata ninguém!
Nem que eu fosse um verdadeiro cachalote...

3 Comments:
Eça de Queiroz explicaria isso de forma brilhante, em que o bom português está sempre em cima do acontecimento, um verdadeiro cosmopolitan victim....ehehheh.
Ouvi agora mesmo a descoberta da música dos Bee Gees na sala de operações..Muito bom.
".. Querem mais actividade?? Vão andar para o paredão ou para a praia, como tantos outros reformados, idosos e desempregados...".
Imagina lá tu que os senhores hein, eram entusiastas ferrenhos pela Volta a Portugal em Bicicleta, terias de te preocupar não com uma bola na testa, mas com um fino mas preciso pneu nas costas. È que esta malta não é para brincadeiras, metro a metro de estrada é uma conquista.
Saludos de terras do Marquês.
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