Novo apartheid…
O PSD tem um novo líder.
Isso já toda a gente sabe.
Mas onde reside a dúvida é no sexo desse mesmo líder.
Mantenho sérias dúvidas quanto ao género de Manuela Ferreira Leite.
Ninguém me convence que é mulher.
Quer parecer-me que é “trangender”, que eu não quero acreditar que haja mulher tão feia.
Sobretudo depois de abrir a boca.
É que como se não bastasse, eis que o bicho... pronto... revela-se.
No dia 01 de Julho, numa entrevista à TVI, Manuela Ferreira Leite (MFL) admitiu sem hesitações que discriminava gays e lésbicas.
Entre as pérolas largadas pelo bicho, cito as seguintes:
"Eu não sou suficientemente retrógrada para ser contra as ligações homossexuais. Aceito. São opções de cada um, é um problema de liberdade individual, sobre a qual não me pronuncio."
"Pronuncio-me, sim, sobre o tentar atribuir o mesmo estatuto àquilo que é uma relação de duas pessoas do mesmo sexo igualmente ao estatuto de pessoas de sexo diferente".
"Admito que esteja a fazer uma discriminação porque é uma situação que não é igual. A sociedade está organizada e tem determinado tipo de privilégios, tem determinado tipo de regalias e de medidas fiscais no sentido de promover a família", explicando que essas medidas eram "no sentido de que a família tem por objectivo a procriação".
A propósito do casamento entre pessoas do mesmo sexo, afirmou: "Chame-lhe o que quiser, não lhe chame é o mesmo nome. Uma coisa é o casamento, outra é outra coisa qualquer".
Assim sendo, e seguindo as palavras da besta, conclui-se que:
1. Porque não é "suficientemente retrógrada", MFL "não é contra as ligações homossexuais".
É um enorme alívio saber que MFL as "aceita", até porque a alternativa seria reinstituir a criminalização da homossexualidade que acabou em 1982.
2. MFL, que se apresenta como conhecedora de aspectos fiscais, parece ignorar que a Lei de Uniões de Facto de 2001, que abrange casais de pessoas do mesmo sexo, concede exactamente o mesmo estatuto fiscal a uniões de facto e a cônjuges, pelo que as famílias constituídas por casais de pessoas do mesmo sexo já usufruem das referidas "medidas fiscais".
3. MFL parece julgar que existe uma única família a promover.
Esperamos que se aperceba rapidamente que existem muitas famílias em Portugal, e que se tem como objectivo que o seu partido se apresente como uma alternativa de governo terá que contar com o apoio de muitas delas.
Seria também importante compreender que o casamento não implica procriação e que a procriação não implica casamento.
O que seria dos casais heterossexuais inférteis…
4. Quanto à ideia de que gays e lésbicas viriam sujar a instituição do casamento, sendo por isso fundamental que "não lhe chame o mesmo nome", sugere-se uma alternativa a MFL: Quando se alargou o casamento a escravos, porque estes viriam sujar o nome do casamento, optou-se por um nome diferente: "contubérnio".
Como MFL partilha esta ideia que, tal como os escravos, lésbicas e gays não são cidadãs e cidadãos de pleno direito, o nome do casamento para escravos será talvez o que melhor se adequa à sua visão do mundo. Além do mais, será um nome mais económico do que "outra coisa qualquer", que parece ser a sua sugestão.
5. MFL ignora sobretudo a Constituição da República Portuguesa que proíbe explicitamente a discriminação com base na orientação sexual desde 2004.
Aliás, a revisão do artigo 13º (Princípio da Igualdade) fez-se com os votos favoráveis do PSD. Para proteger cidadãs lésbicas e cidadãos gay, e precisamente porque há quem pense que gays e lésbicas são "diferentes", a Constituição proíbe a discriminação.
A imagem de rigor e de seriedade que MFL tenta fazer passar não se coaduna com a ignorância de todos estes aspectos.
A imagem de alternativa política para o país que MFL tenta construir também não se coaduna com a promoção da desigualdade, ao arrepio dos movimentos que atravessam os países mais desenvolvidos, a começar pela vizinha Espanha.
Bela agenda de transformação que MFL tem para este país. E que democrata que ela é...
Fracturante não é a reivindicação de igualdade; fracturante é a discriminação.
E são ainda muitas as fracturas que a própria lei continua a impor.
Em pleno século XXI, estamos de facto a ir por muito bom caminho...
Isso já toda a gente sabe.
Mas onde reside a dúvida é no sexo desse mesmo líder.
Mantenho sérias dúvidas quanto ao género de Manuela Ferreira Leite.
Ninguém me convence que é mulher.
Quer parecer-me que é “trangender”, que eu não quero acreditar que haja mulher tão feia.
Sobretudo depois de abrir a boca.
É que como se não bastasse, eis que o bicho... pronto... revela-se.
No dia 01 de Julho, numa entrevista à TVI, Manuela Ferreira Leite (MFL) admitiu sem hesitações que discriminava gays e lésbicas.
Entre as pérolas largadas pelo bicho, cito as seguintes:
"Eu não sou suficientemente retrógrada para ser contra as ligações homossexuais. Aceito. São opções de cada um, é um problema de liberdade individual, sobre a qual não me pronuncio."
"Pronuncio-me, sim, sobre o tentar atribuir o mesmo estatuto àquilo que é uma relação de duas pessoas do mesmo sexo igualmente ao estatuto de pessoas de sexo diferente".
"Admito que esteja a fazer uma discriminação porque é uma situação que não é igual. A sociedade está organizada e tem determinado tipo de privilégios, tem determinado tipo de regalias e de medidas fiscais no sentido de promover a família", explicando que essas medidas eram "no sentido de que a família tem por objectivo a procriação".
A propósito do casamento entre pessoas do mesmo sexo, afirmou: "Chame-lhe o que quiser, não lhe chame é o mesmo nome. Uma coisa é o casamento, outra é outra coisa qualquer".
Assim sendo, e seguindo as palavras da besta, conclui-se que:
1. Porque não é "suficientemente retrógrada", MFL "não é contra as ligações homossexuais".
É um enorme alívio saber que MFL as "aceita", até porque a alternativa seria reinstituir a criminalização da homossexualidade que acabou em 1982.
2. MFL, que se apresenta como conhecedora de aspectos fiscais, parece ignorar que a Lei de Uniões de Facto de 2001, que abrange casais de pessoas do mesmo sexo, concede exactamente o mesmo estatuto fiscal a uniões de facto e a cônjuges, pelo que as famílias constituídas por casais de pessoas do mesmo sexo já usufruem das referidas "medidas fiscais".
3. MFL parece julgar que existe uma única família a promover.
Esperamos que se aperceba rapidamente que existem muitas famílias em Portugal, e que se tem como objectivo que o seu partido se apresente como uma alternativa de governo terá que contar com o apoio de muitas delas.
Seria também importante compreender que o casamento não implica procriação e que a procriação não implica casamento.
O que seria dos casais heterossexuais inférteis…
4. Quanto à ideia de que gays e lésbicas viriam sujar a instituição do casamento, sendo por isso fundamental que "não lhe chame o mesmo nome", sugere-se uma alternativa a MFL: Quando se alargou o casamento a escravos, porque estes viriam sujar o nome do casamento, optou-se por um nome diferente: "contubérnio".
Como MFL partilha esta ideia que, tal como os escravos, lésbicas e gays não são cidadãs e cidadãos de pleno direito, o nome do casamento para escravos será talvez o que melhor se adequa à sua visão do mundo. Além do mais, será um nome mais económico do que "outra coisa qualquer", que parece ser a sua sugestão.
5. MFL ignora sobretudo a Constituição da República Portuguesa que proíbe explicitamente a discriminação com base na orientação sexual desde 2004.
Aliás, a revisão do artigo 13º (Princípio da Igualdade) fez-se com os votos favoráveis do PSD. Para proteger cidadãs lésbicas e cidadãos gay, e precisamente porque há quem pense que gays e lésbicas são "diferentes", a Constituição proíbe a discriminação.
A imagem de rigor e de seriedade que MFL tenta fazer passar não se coaduna com a ignorância de todos estes aspectos.
A imagem de alternativa política para o país que MFL tenta construir também não se coaduna com a promoção da desigualdade, ao arrepio dos movimentos que atravessam os países mais desenvolvidos, a começar pela vizinha Espanha.
Bela agenda de transformação que MFL tem para este país. E que democrata que ela é...
Fracturante não é a reivindicação de igualdade; fracturante é a discriminação.
E são ainda muitas as fracturas que a própria lei continua a impor.
Em pleno século XXI, estamos de facto a ir por muito bom caminho...

2 Comments:
Excelente dissertação!
No entanto, acho que a questão não se prende tanto com o sexo que ela tem, mas com o sexo que ela (não) faz...
Já lhe tirei uma fotografia ou outra e digo-vos com alguma certeza ela não faz xixi de pé.
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